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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Carreira das Índias

Vamos falar um pouco sobre nossa cidade e suas influências culturais, no âmbito da culinária. Durante os séculos XVI, XVII e XVIII a Ásia e Europa, havia uma ligação marítima chamada Carreira das Índias. 



Essa rota tinha possuía finalidades comerciárias, onde as mercadorias eram levadas e trazidas aos portos de Portugal e alguns portos do Oriente/Índia(Goa, Cochim, Cananor, Coulão e Malaca), e neste ponto central, o Porto de Salvador servia como ponto de escala.
Algumas cargas eram contrabandeadas aqui e assim tivemos ajuda em nossa formação culinária. Diversas especiarias, condimentos, temperos e pratos aqui consagrados sofreram influência por terem sido trazidos da Europa e do Oriente, através da Carreira das Índias. Como exemplo, temos o gengibre, a pimenta, o trigo e o arroz.

Segue abaixo vídeo da cantora Maria Bethânia, que retrata em forma de musica a influência da Europa e Ásia na culinária da nossa cidade.



Maria Bethânia - Caminho das Índias


Minha mãe de leite sempre me ensinou
Meu tempero é outro sou do azeite
Pimenta de cheiro pitada de amor
Sal da terra é salva salva Salvador
Ai meu coração preciso de amparo
Busco em Santo Amaro purificação
Minha mãe de leite sempre me ensinou
Meu tempero é outro eu sou do azeite
Pimenta de cheiro pitada de amor
Sal da terra é salva salva Salvador
Ai meu coração preciso de amparo
Busco em Santo Amaro purificação
Caminho das Índias caminho do mar
O vento e a vela cravo e canela
O ouro do rei na mesma panela
Deixar cozinhar que eu fico contente
Cantar minha gente rapaz se oriente
Eu sou a semente que veio de lá
Caminho das Índias caminho do mar
O vento e a vela cravo e canela
O ouro do rei na mesma panela
Deixar cozinhar que eu fico contente
Cantar minha gente rapaz se oriente
Eu sou a semente que veio de lá
Minha mãe de leite sempre me ensinou
Meu tempero é outro eu sou do azeite
Pimenta de cheiro pitada de amor
Sal da terra é salva salva Salvador
Ai meu coração preciso de amparo
Busco em Santo Amaro purificação
Caminho das Índias caminho do mar
O vento e a vela cravo e canela
O ouro do rei na mesma panela
Deixar cozinhar que eu fico contente
Cantar minha gente rapaz se oriente
Eu sou a semente que veio de lá
Minha mãe de leite sempre me ensinou
Eu sou a semente que veio de lá


Referência: http://www.vagalume.com.br/maria-bethania/caminho-das-indias.html#ixzz3JLyxsdEN




segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Origem e questões de ser um bairro afro

"Cheguei na Liberdade com meus pais em 1930. Tinha sete anos. Isso aqui tinha todas as aparências de quilombo, desses que você só ouviu falar.(...) Todos os moradores eram negros. Algum escravo liberto, tinha muitos que eram africanos mesmo, mas a maioria era filhos deles, os filhos da escravidão." Hilda dos Santos (Mãe Hilda) - Comunidade do Ilê Ayiê – Curuzu.



Embora, desde 2012 segundo o IBGE, a Liberdade não seja mais o maior bairro negro de Salvador, não podemos negar a africanidade presente no local.

Liberdade (Núcleo)

Nos primeiros anos da formação da cidade de Salvador, este era apenas um único bairro chamado de “Liberdade” e que, com seu crescimento, foi desenvolvendo subdivisões e outros bairros foram surgindo, como Caixa d’Água, Curuzu, Pero Vaz, Sieiro, Lapinha e o Queimadinho. O Sieiro está localizado às margens da Estrada da Liberdade e se integra culturalmente aos bairros vizinho da Lapinha e do Queimadinho.
Havia uma estrada de terra, chama Estrada das Boiadas, que unia a cidade de Salvador às demais localidades, que servia como passagem dos bois que vinham do sertão, destinados à capital, e eram comercializados na Feira do Capuame.
No dia 2 de julho de 1823, combatentes que lutaram pela independência da Bahia, marcharam vitoriosos pela Estrada das Boiadas e por adentrou o exército libertador. Assim, a Estrada das Boiadas passou a ser chamada Estrada da Liberdade.
Acompanhando o crescimento da cidade de Salvador, para onde se dirigia a população rural a fim de fugir da seca que assolava o interior do Estado, o processo de expansão da Liberdade se iniciou nas primeiras décadas do século XX, tendo como via de irradiação desse crescimento a Avenida Lima e Silva.
Nos anos 30, já havia quatro chácaras, situadas no Curuzu, ocupando uma grande parcela da área do bairro. A população da Liberdade aumentou devido ao loteamento e venda das chácaras. Por ser próximo ao centro comercial e financeiro de Salvador (na época, a Rua Chile e o Comércio), o bairro oferecia um acesso mais fácil ao trabalho, contribuindo para que as pessoas pudessem morar ali.

O mais antigo bairro popular de Salvador, sua povoação se deu também por artesãos em geral, como calafates, marceneiros, alfaiate e pedreiros. Quanto à proveniência dos moradores, sabe-se que uma parcela considerável deles consiste em pessoas vindas do interior do Estado, que se misturam entre as que nasceram no bairro. A partir desse momento, a ocupação se deu desordenadamente através de invasões, favelização e subsequente urbanização das moradias.

Localização




Fonte do Queimadinho

O parque Memória das Águas foi construído para proteger a fonte de água do Queimadinho. Para alguns moradores, a construção revela uma forma de culto à água doce. Outros dizem que a fonte é colonial e tem maior relação com a Independência da Bahia. O fato é que não se sabe ao certo a história da Fonte do Queimadinho. Quando inaugurada, a fonte colonial se tornou ponto de encontro da comunidade. As “lavadeiras de ganho”, atividade rotineira na época, e os banhos infantis eram comuns e são lembrados até hoje pelos habitantes mais antigos.



Primeiros anos do século 20 ou do final do século 19. Vê-se as instalações industriais do Queimado, a fonte e a Capela. Embaixo, postal circulado em 1911, onde se vê o Queimado e a antiga Caixa d'Água (Reservatório da Cruz do Cosme).

Bem vindos !

O bairro do Queimadinho é a antiga Fazenda Santo Antônio do Queimado. Considerado um dos menores bairros de Salvador, está localizado entre a Caixa D’Água, a Lapinha e a Liberdade. Lá estão localizados o Centro de Memória da Água e a Organização de Auxílio Fraterno (OAF). O bairro pode ser dividido em três áreas distintas: o Parque do Queimado, a Rua do Queimado e a Vila Vicentina. A Fonte do Queimado é um dos atrativos do bairro,construída em 1801, já era conhecida dos Jesuítas desde o século XVIII, sendo que, em 1859, D. Pedro II visitou o local na ocasião da inauguração do reservatório do Cosme, na Caixa D’Água, primeiro em alvenaria erguido no país.